Friday, October 20, 2006

Retratos Contemporâneos











Retratos Contemporâneos. Cabeças de cera encaixotadas. Frágeis. Amarradas com arame queimado, enferrujado, quase farpado. Cabeças apertadas em seus cubículos – estranhos vizinhos de mais um novo e frágil edifício construído no lugar de uma antiga e sólida casa. Moradores de gavetas – donos de um olhar fixo no longe, esperando o nada. A noite é longa... O sol quando nascer com certeza vai derreter a cera [que vai pingar, pingar, pingar], contando como um segundeiro todo o tempo que passou. Vão ficar as caixas vazias, cheias do tão cultuado espaço (...) Talvez apareçam abelhas para construir uma nova cidade...

6 Comments:

Anonymous maya said...

vai que quando eles derreterem eles começem a "viver juntos"?
virem um gosma contemporânea!

8:36 AM  
Anonymous Luís Filipe said...

Gostei muito das imagens e do texto também. Vi ali o espaço cada vez mais precarizado e, por incrível que isso possa parecer, pomposo e excludente - como se ele fosse coisa rara, antes de ser, na verdade, aquilo que há de mais fundamental. E o tempo? Ah, o tempo...
Salvemo-nos, os "moradores de colméias", enquanto os próximos proprietários não chegam.

8:54 AM  
Blogger sebastiao said...

ba, que do caralho. vou dar uma passada no teu atelier qqer dia desses. abco. sebastiao

12:22 PM  
Anonymous Gabriel said...

Grande Antônio Augusto! Teu trabalho tá cada vez mais legal. Sentimos a tua falta na Dois Pontos. Abraço.

1:56 PM  
Anonymous lilian said...

Lindo texto, condizente com as imagens.

8:51 PM  
Blogger Ana said...

Antônio
As imagens são lindas e o texto bastante sensível como tudo que você faz. Por isso não posso abrir mão do meu texto.
Ana

11:45 AM  

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